sábado, 3 de agosto de 2013

------------------------------------ exposição: estratégias para naufrágios



------------------------------- sobre o artista


André Luiz Santangelo Vianna (Rio de Janeiro  RJ  1977) licencia-se em artes plásticas pela Faculdade Dulcina de Moraes, Brasília, em 1999. Freqüenta a EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, entre 1996 e 1997. Com os olhos voltados para o cotidiano e espaços urbanos. O vídeo e fotografia são utilizados como forma de reverberação das imagens que instala. Cria ciclos que se repetem sob a ação do fruidor, numa circularidade de tempo e espaço. Realiza a mostra individual Doces Instantes, no Projeto Prima Obra, Funarte, Brasília, 2000. Em parceria com Antonio Elias, expõe In Extreme, 1999, e In Vivo. . . In Vitro, 2000, ambas no Mezanino da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional de Brasília. Expõe Múltiplos II, no Conjunto Cultural da Caixa, Brasília, 2000; Box Project e Leveza, no Museum of Installation, Londres, 2000. Desenvolve interferências no cotidiano das cidades. Participa do projeto Rumos Visuais do Instituto Itaú Cultural expondo em diversas capitais brasileiras. Participa do Projeto de Arte Entorno até 2003. Dedica se a foto e videoinstalação. Desenvolve séries de fotografias trama de reflexos, transparências e refrações onde o corpo se dissolve. Pesquisa e expõe em Nova Delhi e Goa na Índia. Leciona Estética e Fotografia na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes e UNICESP em Brasília. Trabalha também como Arte-finalista, Curador, Produtor e Fotógrafo desde 2000, prestando serviços para Funatura, Secretaria de Cultura do Distrito Federal e Ministério da Cultura. De 2010 a 2013 tem como principais exposições: Alto do Chão no Dragão do Mar em Fortaleza, Obranome em Goiânia, Prazer de Pintura na Funarte, VentoVestia na Casa de Cultura da América Latina, Arte Contemporânea no Acervo do Museu Nacional, Arquivo Brasília no Espaço Cultural Marco Antonio Vilaça TCU, Aos Ventos que Virão no Espaço Cultural Contemporâneo, Center Folder na Galeria Referência e Rotas de Fuga na galeria Hill Hause em Brasília. Notas sobre Naufrágios em Lisboa e em Açores, Obranome III no Mosteiro de Alcobaça em Portugal.








----------------------------------------------- currículo (português)

FORMAÇÃO

1999 - Brasília DF - Licenciado em Artes Plásticas. Faculdade de Artes Dulcina de Moraes - FADM
2000 - Brasília DF - Aluno especial do mestrado em Arte e Tecnologia. Universidade de Brasília - UnB
2005 – Brasília DF – Pós-Graduado em História da Arte. FADM



APERFEIÇOAMENTO 


1996 - Brasília DF - Estuda arte contemporânea com Alice Prado. Espaço Cultural Renato Russo
1997 - Rio de Janeiro RJ - Estuda desenho na EAV/Parque Lage
1997 - Brasília DF - Workshop com Nelson Felix


ATIVIDADES EM ARTES

1998 a 2003 - Professor de Artes. Rede Pública de Ensino
1996 - Brasília DF - Leciona na Escola Parque 211 Norte
1997 - Brasília DF - Leciona no Projeto Candanguinho
1999 - Brasília DF - Leciona na Escola Ação Social Planalto
2000 e 2001- Brasília DF – Leciona na Escola São Paulo
2002 a 2008 -Brasília DF - Professor das disciplinas Estética, Gravura, Instalação e Fotografia. Faculdade de Artes Dulcina de Moraes- FADM
2007 a 2011– Brasília DF – Professor das disciplinas "Arte e Reprodutibilidade", "Cenografia" e "Figurino". UNICESP
2007 a 2010 - Assistente de curadoria e coordenação. Museu de Arte de Brasília - MAB
2011... (em atuação) – Brasília DF - Educador Social. Centro de Convivência no Paranoá – SEDEST


EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

1998 - Brasília DF - Sínteses. Sesc 504 Sul
2000 - Brasília DF - Doces Instantes. Projeto Prima Obra, Funarte
2003 – Fortaleza CE – DeLeite. 'Base' do grupo Transição Listrada
2004 – Brasília DF – Conceitos Latentes. Galeria do Teatro Dulcina
2005 – João Pessoa PB –  Deformação por Reflexão. Galeria da Fundação Espaço Cultural
2006 – Goa (Índia) - Sangan. Kala Academy
2006 – New Delhi (Índia) - Reflect. Palm Court Galery
2006 – Brasília DF – Paisagem Desgarrada. Casa de Cultura da America Latina - CAL
2011 – Lisboa (Portugal) – Notas Sobre Naufrágios. Galeria Colorida


EXPOSIÇÕES COLETIVAS

1999 - Brasília DF - In Extremes. Teatro Nacional de Brasília

2000 - Brasília DF - In Vivo. . . In Vitro. Teatro Nacional de Brasília
2000 - Brasília DF - Múltiplos II. Conjunto Cultural da Caixa
2000 - Londres (Reino Unido) - Box Project. Museum of Installation
2000 - Londres (Reino Unido) - The Theatre of Installation. Museum of Installation
2001 – Brasília DF – Arte Ponto Cômico. Espaço Cultural Renato Russo
2001/2004 – Participa do Projeto de Arte Entorno desenvolvendo intervenções urbanas DF, SP, RS, GO.
2002 - Belo Horizonte MG - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Rumos da Nova Arte Contemporânea Brasileira, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes
2002 - São Paulo SP - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Vertentes da Produção Contemporânea. Itaú Cultural
2002 – Fortaleza CE - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Arte Sistemas e Redes. MAUC
2002 – Curitiba PR - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Discurso do Choque. MUSA
2003 – São Paulo SP - Festival Internacional de Mídias Táticas - Mostra de Vídeos e Intervenção. Casa das Rosas
2003 – São João da Boa Vista SP - A Casa Onírica. VI Semana Fernando Furlaneto
2004 – Brasília DF – Última Quarta - mostra de vídeo arte, participa de duas edições. Teatro Nacional 
2004 – Brasília DF – Sem Título, Galeria do Teatro Dulcina
2005 – Brasília DF – Última Quarta - mostra de videoarte. Teatro Nacional 
2005 – Brasília DF – Situações Brasília. Instituto Cervantes e Conjunto Cultural da Caixa
2005 – Brasília DF – Ausência da Arte. Passarela Subterrânea 109 Sul
2005 - Brasília DF - AconteCimento. Setor Comercial Sul
2007 – Brasília DF – Invasão Legal. Museu de Arte de Brasília
2007 - Brasília DF – Círculo. Museu Nacional
2008 – Brasília DF – Ar Livre. Conexões - Funarte
2008 - Brasília DF – Fora do Eixo. Conexões – Funarte
2008 - Brasília DF – Obranome. Museu Nacional
2008 - Brasília DF – NEM É ERUDITO NEM É POPULAR. Museu Nacional
2009 – Brasília DF – Sobrecidade – Mostra de vídeo sobre intervenção urbana. Café Cabília e Museu Nacional
2009 – Rio de Janeiro RJ - Obranome II. Parque Lage

2010 – Fortaleza CE - Pegando a Teia. Dragão do Mar
2010 – Goiânia GO - Obranome II. Museu de Arte
2010 – Brasília DF - Arte Contemporânea no Acervo do Museu Nacional. Museu Nacional
2010 - Brasília DF – Ventovestia. Casa de Cultura da América Latina
2010 - Brasília DF – Prazer de Pintura. Funarte
2010 - Brasília DF – Arquivo Brasília - cidade imaginário. Espaço Cultural Marcantonio Vilaça
2010 - Brasília DF – Aos Ventos que Virão. Espaço Cultural Contemporâneo
2011 – Açores (Portugal) – Notas sobre Naufrágio. Festival de Arte dos Açores
2011 – Paris (França) – Notas sobre Naufrágio. Feira de Arte do Louvre
2012 – Brasília DF – Center Folder. Galeria Referência
2013 - Brasília DF – Rotas de Fuga. Hill House
2013 – Alcobaça (Portugal) – Obranome. Mosteiro de Alcobaça





------------------------------- exposição: notas sobre naufrágios

Que paisagens são estas que nos desconcertam? Parecem tormentas, se assemelham a visões de tempestades, algumas como se fossem em alto mar. E, no entanto, fogem a qualquer possibilidade de rápida identificação, configurando enigmas. Na série de fotografias que apresenta em Notas sobre naufrágios, André Santangelo elabora discurso pictórico dominado por efeitos dramáticos, que tendem a lançar o expectador rumo à experiência do deslumbramento.    

Ao se aproximar da sintaxe da pintura, mas fazendo uso da fotomontagem, o artista explora a dissolução dos limites dos meios na arte contemporânea para construir imagens que simulam paisagens naturais. Vislumbres que falam mais de emoção do que de representação, elas resultam de elaborado trabalho de junção de fotografias tomadas em tempos e espaços diferenciados.

Como os contornos são imprecisos, pouco percebemos a colagem efetuada. O que vemos mais nitidamente são quebra-cabeças ancorados em especial mecânica da luz. Santangelo concentra a escala cromática no preto e branco, dialética entre claro e escuro, acrescida no máximo por tons amarelados. Com recursos tão reduzidos e concentrados na dualidade luz e sombra, ele consegue obter um aspecto sombrio, que sugere às imagens à carga de violência inerente às catástrofes da natureza.   

As estratégias do artista evocam anotações feitas por um naufrago. Recorre a fragmentos, amontoados de restos que, reunidos, servem para compor cenários. Ele se desfaz de materiais que foram usados em exposições anteriores – linhas, pregos, tecidos –, recortes de pinturas e pedaços de molduras. Arranja-os sobre colchão coberto com lençol branco, superfície rugosa, ondulada. No lugar de retratá-los em tela e tintas, técnica com a qual também tem intimidade, o artista decide fotografá-los. Com máquina digital, enquadra a cena, como se fosse um mundo surreal, fantástico, o que proporciona atmosfera de sonho.

Santangelo nasceu na litorânea Rio de Janeiro, mas vive há anos em Brasília, a capital brasileira construída em meio ao Sertão, planejada a partir de escalas arquitetônicas e urbanas que destacam o céu, realçando as cores  fortes e intensas do Planalto tropical. Somos costumeiramente inundados por azuis, vermelhos, roxos, alaranjados, rosas e amarelos, em gradações de diferentes matizes e movimentos arrebatadores, de espetacular beleza. O artista tem o hábito de fotografar essa que é a nossa paisagem natural mais impressionante, tão carregada de sentidos a ponto de os habitantes da cidade dizerem, poeticamente, “o céu é o mar de Brasília”. Só que, contrariando expectativas, ele prefere registrar as tonalidades e os volteios do espaço aéreo em preto e branco.

De posse de fotos em que a atmosfera arrebatadora do céu faz-se superior à topologia e também daquelas oriundas das cenas produzidas artificialmente, o artista trabalha no computador a fusão das duas imagens. Em apenas três das fotos que compõem a exposição, no lugar do céu, ele usa imagens de água – mar ou lagoa. Mas em todas as obras expostas, consegue valorizar a superfície coesa, eliminando quase por completo a cicatriz da junção. Mantém assim o código inerente à leitura fotográfica, sugerindo ser aquela a imagem de uma só situação. O olho apressado não consegue perceber a zona de transparência que se instala entre as duas imagens, pois é mínima a diferença que se observa na textura da fotografia impressa e ampliada.

Ao colocar algumas das fotos no chão da galeria, outro deslocamento é proposto pelo artista. O espectador é convidado a navegar sobre as imagens do céu e do colchão fusionadas, invertendo a ordem costumeira que é a de mirar o céu olhando para o alto. Na tensão entre iguais que se estabelece entre alto e baixo, entre luz e sombra, material e imaterial, as imagens alteram perspectivas e se tornam ainda mais carregadas de dramaticidade.  

Ao olhar a série de fotografias instaladas na Galeria Colorida, reminiscências da tradição artística podem nos assaltar. A lembrança das paisagens marítimas de William Turner (1775-1851) demonstra que procedimentos artísticos podem ser novos, mas raramente deixam de ter vinculação com o passado. Santangelo disse-me que se sentiu arrebatado pela engenhosidade e força das pinturas do artista oitocentista, durante visita a Tate Gallery, em Londres. Foi impelido a ver a mesma exposição três vezes. A partir daí, começou a se sentir ainda mais desafiado a pensar a questão da paisagem em seus trabalhos.

Parte do resultado de suas pesquisas e inquietações está expresso nesse jogo ilusório que envolve a série de fotografias situadas entre a paisagem natural e a construída. Imagens que induzem à desconfiança sobre o que vemos, e nos fazem perder, ainda que momentaneamente, referências objetivas daquilo que se designa realidade. Indefesos em meio a tormentas, agradecemos por estar no território da arte.  

                                                                                  Graça Ramos


                                               Doutora em História da Arte pela Universidade de Barcelona

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

----------------------------------------------- currículo do artista (español)


EXPOSICIONES INDIVIDUALES

1998 - Brasilia (DF)- Síntesis, Sesc 504 Sur.
2000 - Brasilia (DF)- Dulces Instantes, instalación seleccionada en el Proyecto Prima Obra, Funarte.
2003 – Fortaleza (CEARÁ)– DeLeite, ocupación en la Base de la Transición Pautada.
2004 – Brasilia (DF) – Conceptos Latentes, Galeria del Teatro Dulcina.
2005 – João Pessoa (PARAÍBA) – Deformación por Reflexión, Galería de la Fundación Espacio Cultural.
2006 – Goa (India) - Sangan, Kala Academy.
2006 – New Delhi (India) - Reflect, Palm Court Galery.
2006 – Brasilia (DF) – Paisaje Desgarrado, Casa de Cultura de América Latina.
2011 – Lisboa (Portugal) - Notas Sobre Naufragios, Galería Colorida.

EXPOSICIONES COLECTIVAS

1999 - Brasilia (DF) - In Extremes, Mezanino de la Sala Villa-Lobos del Teatro Nacional. 2000 - Brasilia (DF) - In Vivo. . . In Vitro, Mezanino de la Sala Villa-Lobos del Teatro Nacional.

2000 - Brasilia (DF)- Multiplos II, Conjunto Cultural de la Caja.
2000 - Londres (Reino Unido) - Box Project, Museum of Installation.
2000 - Londres (Reino Unido) - The Theatre of Installation, Museum of Installation.
2001 – Brasilia (DF) – Arte Punto Cómico, Espacio Cultural Renato Russo.
2001/2004 – Participa del Proyecto de Arte Entorno desarrollando intervenciones urbanas BRASILIA, São Paulo, Río Grande del Sur
2002 - Belo Horizonte (MINAS GERAIS) - Rumbos Itaú Cultural Artes Visuales. Rumbos del Nuevo Arte Contemporáneo Brasileño, Fundación Clóvis Salgado. Palacio de las Artes.
2002 - São Paulo (SP) Rumbos Itaú Cultural Artes Visuales. Vertientes de la Producción Contemporánea, Itaú Cultural.
2002 – Fortaleza (CEARÁ) - Rumbos Itaú Cultural Artes Visuales. Arte Sistemas y Redes, MAUC.
2002 – Curitiba (PARANÁ)- Rumbos Itaú Cultural Artes Visuales. Discurso de Choque, MUSA.
2003 – São Paulo (SP) - Festival Internacional de Medias Tácticas - Muestra de Vídeos e Intervención, Casa de las Rosas.
2003 – São João da Boa Vista (SP) - La Casa Onírica, VI Semana Fernando Furlaneto.
2004 – Brasilia (DF)– Participa de dos ediciones de la muestra de vídeoarte Último Miércoles, Teatro Nacional. 
2004 – Brasilia (DF) – Sin Título, Galería del Teatro Dulcina.
2005 – Brasilia (DF) – Último Miércoles, muestra de videoarte Vídeo Sobresalto.
2005 – Brasilia (DF)– Situaciones Brasilia, en el Instituto Cervantes y Conjunto Cultural de La Caja.
2005 – Brasilia (DF) – Ausencia del Arte, Pasarela Subterránea 109 Sur.
2005 - Brasilia (DF)- AconteCimiento, Sector Comercial Sur.
2007 – Brasilia (DF) – Invasión Legal, Museo de Arte de Brasilia.
2007 - Brasilia DF – Círculo, Museo Nacional.
2008 – Brasilia (DF) – Aire Libre, Conexiones,Funarte.
2008 - Brasilia (DF) – Fuera Del Eje – Conexiones, Funarte.
2008 - Brasilia (DF) – Obranombre, Museo Nacional.
2008 - Brasilia (DF) – NI ES ERUDITO NI ES POPULAR, Museo Nacional.
2009 – Brasilia (DF) – Sobreciudad – Muestra de vídeo sobre intervención urbana,
Café Cabília y Museo Nacional.
2009 – Río de Janeiro (RJ) - Obranombre II, Parque Lage.

2010 – Fortaleza (CEARÁ) – “Pegando a Teia”, (Cogiendo la tela) Dragón del Mar.
2010 – Goiania (GOIÁS) - Obranombre II, Museo de Arte.
2010 – Brasilia (DF) - Arte Contemporáneo en el Acervo del Museo Nacional,  Museo Nacional.
2010 - Brasilia (DF) – Vientovestía, Casa de Cultura de América Latina.
2010 - Brasilia (DF) – Placer de Pintura, Funarte.
2010 - Brasilia (DF) – Archivo Brasilia, Espacio Cultural Marco Antonio Vilaça.
2010 - Brasilia (DF) – A los Vientos que Vendrán, Espacio Cultural Contemporáneo.

2011 – Açores (Portugal) – Notas sobre Naufragio. Festival de Arte de los Açores
2011 – Paris (França) – Notas sobre Naufragio. Feira de Arte del Louvre
2012 – Brasília (DF) – Center Folder. Galeria Referência
2013 - Brasília (DF( – Rutas de escape. Hill House
2013 – Alcobaça (Portugal) – Obranome. Monasteiro de Alcobaça

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